Você pode perder dinheiro mesmo investindo seu dinheiro, por isso você precisa entender e calcular sua rentabilidade real. E por mais que o nome possa parecer difícil, o conceito faz muito sentido e é essencial.

Quando se começa a investir, muitas opções surgem e você talvez se sinta perdido com vários termos. Rentabilidade real, nominal, índice de inflação IPCA e vários outros fatores que dizem para você levar em conta antes de investir seu dinheiro.

Alguns dizem que você deve aplicar em aplicações que são indexadas à inflação, outros para deixar na poupança ou investimentos que não incidem imposto de renda. Isso tudo com a premissa de que, fazendo isso ou aquilo, você garantirá uma melhor “rentabilidade real”.

Mas o que é isso? Por que é tão importante assim saber calcular a rentabilidade real? Como faço esse cálculo?

Veja as respostas as essas perguntas, e outras dicas importantíssimas, no decorrer deste artigo.

Guia Definitivo da Renda Fixa

Por que é importante?

Pergunte-se: por que invisto meu dinheiro? Qual é meu real objetivo: ganhar mais ou preservar meu patrimônio?

Independente de qual seja sua resposta, saiba que investir requer muito estudo e planejamento estratégico. E sempre deve ser feito com um objetivo claro e bem definido. Caso contrário, nenhum de seus esforços vão valer a pena.

Muitos investem porque desejam manter seu patrimônio financeiro intacto. Querem que seu dinheiro continue a crescer, e que ele não perca seu poder de compra conforme o tempo passa.

Rentabilidade real: o que é, sua importância e como calcular

Infelizmente, o dinheiro perde seu valor durante o tempo, e esse processo natural que ocorre no mercado é conhecido como inflação. Os preços dos produtos e serviços acabam ficando mais caros, e seu bolso sente essa mudança.

Um exemplo simples: hoje com R$ 100,00 você até consegue comprar de 30 a 35 bilhetes para utilizar o serviço de metrô na cidade de São Paulo. Daqui a 5 anos, estes mesmos R$ 100,00 te permitirão comprar talvez 15 a 20 bilhetes apenas.

E aqui no Brasil, existe também o fator dólar envolvido. Infelizmente, a nossa moeda é muito fraca perto das outras de economias mais sólida, como a dos EUA e alguns países da Europa.

Como importamos muitos produtos de alguns desses países, e suas moedas tem mais valor que a nossa, isso se reflete também no aumento dos preços dos produtos e serviços.

No Brasil, o índice que mede a inflação é conhecido como IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo). Ele é medido mensalmente pelo IBGE e identifica as variações que os preços sofrem nesse período.

E esse é um índice importante para saber a rentabilidade real dos investimentos.

Calculando a rentabilidade real

Para entendermos o conceito de rentabilidade real, precisamos antes definir o que é rentabilidade nominal ou bruta. Ela se refere a todo o rendimento que você teve com a aplicação, sem descontar o valor do imposto, taxas e inflação.

Vamos à um exemplo bem simples: vamos supor um banco que ofereça um CDB que paga 100% do CDI (que atualmente está em 1,9%). Em resumo, é uma aplicação que rende 1,9% ao ano.

Se você investir R$ 1.000,00 e deixar seu dinheiro aplicado durante um ano nesse CDB, o seu rendimento bruto ou nominal, será de R$ 19,00.

Calculando

Até aqui nenhum segredo, certo? Porém, esse tipo de aplicação incide imposto de renda, que é retido na fonte, logo quando você faz o resgate da aplicação. Ele é aplicado na rentabilidade que você obteve, e a alíquota dependerá de quanto tempo o dinheiro ficou aplicado.

No exemplo, como você deixou o dinheiro por 1 ano aplicado no CDB, essa alíquota é de 20%. Então, você tira essa porcentagem do rendimento bruto da aplicação, ou seja, dos R$ 19,00 que ganhou de juros.

Uma vez descontado o IR, o total de rendimentos que você teve é de R$ 15,20, representando assim 1,52% de rentabilidade.

No simulador de investimento do Passos da Fortuna, você consegue calcular de forma rápida, fácil e de graça a rentabilidade do seu investimento bem como os descontos e a rentabilidade líquida. Confere aqui.

Agora, vem a parte que realmente vai definir o quanto de rendimento sua aplicação financeira teve nesse período. A seguir, você tem uma fórmula que irá incluir a inflação (IPCA) e, com ela, poderá calcular qual a rentabilidade real da sua aplicação:

Fórmula da rentabilidade real

Vamos supor que, no período de 1 ano que você deixou seu dinheiro aplicado, a inflação medida pelo IPCA foi de 1%. Lembrando que na fórmula, ao colocarmos os valores de rendimentos e IPCA devemos antes dividir por 100.

Portanto:

Primeiro passo do cálculo de rentabilidade real
Segundo passo do cálculo de rentabilidade real
Terceiro passo do cálculo de rentabilidade real

Da mesma forma que precisamos dividir por 100 o valor da rentabilidade e do IPCA no início do cálculo; no final precisamos multiplicar por 100 para voltar a porcentagem. Nesse caso, o rendimento real do foi de 0,514%.

Rentabilidade real… Negativa?!

Esse exemplo não reflete nossa realidade atual. Hoje, o CDI realmente vale 1,9%; porém o IPCA dos últimos 12 meses foi de 3,13%. Vamos refazer a conta então…

Rentabilidade real... Negativa

Nesse caso, a rentabilidade real foi de -1,54%. Isso mesmo, a rentabilidade real foi negativa!

Isso quer dizer que você perdeu o poder de compra durante esse período. Basicamente, o que há 12 meses custava R$ 1.000, hoje custa R$ 1.031,30 (considerando a inflação de 3,13%). A aplicação, porém, neste mesmo período tornou o valor investido em R$ 1.015,20.

Logo, a aplicação não manteve seu poder de compra, por isso a rentabilidade real foi negativa.

Por conta da taxa SELIC e da nossa inflação atual, até o CDB está com rentabilidade negativa. Mas há tempos a poupança tem esse problema, com vários anos de rentabilidade negativa.

Preciso fazer as contas?

Felizmente, não!

Aqui, no Passos da Fortuna, tem um simulador exclusivo de renda fixa que já faz todos esses cálculos para você. Fiz uma simulação aqui com o mesmo exemplo anterior.

Rentabilidade real: o que é, sua importância e como calcular

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Como usar a rentabilidade real para planejar investimentos

Calcular a rentabilidade real de seus investimentos é um processo importante. Através dela, você consegue entender quanto seu dinheiro está rendendo e, se no futuro, ele ainda terá o mesmo poder de compra antes de ser aplicado.

Por isso, você deve considerar alguns pontos importantes sobre as aplicações ao qual estará investindo. Dentre elas:

  • Índices utilizados para calcular a rentabilidade bruta (CDI, SELIC e outros)
  • Incidência ou não de taxas da instituição financeira (taxa de administração, etc…)
  • Incidência de impostos (IOF, IR)

Outra coisa muito importante a se pensar é que, por mais que você tenha o IPCA para calcular a rentabilidade real de seus investimentos, nem sempre ela mede a inflação real que ocorreu no mês ou no ano.

Então nesse caso, a rentabilidade real não será sempre precisa, e muitas vezes, pode estar ocultando rendimentos negativos. Isso acontece principalmente em épocas de crises econômicas severas.

Como usar a rentabilidade real para planejar investimentos

Sendo assim, sua carteira de ativos deve ser diversificada. Por mais que os investimentos em renda fixa e poupança sejam mais “estáveis e seguros”, nem sempre eles conseguirão preservar seu patrimônio.

Adicionar alguns ativos de renda variável, como ações ou fundos imobiliários, além de darem a possiblidade de impulsionar seus rendimentos, com certeza serão importantes para preservar seu poder de compra. 

Conclusão

Ficou claro que calcular a rentabilidade real é uma ferramenta muito importante. Ela não só te ajuda a compreender o quanto seu dinheiro renderia de verdade numa aplicação, como te auxilia em determinar se, de fato, um investimento vale ou não a pena ser adicionado em seu portfólio.

Por isso, faça bem suas análises antes de aplicar seu dinheiro em qualquer coisas, sempre tendo em mente seu real objetivo ao investir.

Você vai calcular sua rentabilidade real a partir de agora? O que achou desses cálculos?

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