O IFIX é o principal índice de Fundos de Investimentos Imobiliários da nossa bolsa de valores. Ele é amplamente usado como benchmark dos FIIs e é comum as pessoas se interessarem para investir nele.

A função do IFIX é semelhante ao que o Ibovespa é para as ações. E, como os índices, ele tem um série de critérios e regras para ser formado. De qualquer forma, nenhum índice reflete com 100% de fidelidade todos os seus ativos, por isso é importante conhecer como o índice funciona.

Então, venha comigo neste artigo que vou te explicar como funciona o IFIX, como ele é formado e como investir nele (se for possível…).

O que é o IFIX

IFIX é a sigla para Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários que começou a ser divulgado a partir de 2012. Ele tem como objetivo ser o indicador médio das cotações dos FIIs da nossa bolsa de valores. Ou seja, ele nos passa de forma direta uma visão geral dos FIIs negociados.

O índice é composto pelos fundos mais negociados da B3 (a bolsa de valores de São Paulo). A ideia é que se o índice subiu em um determinado período, quer dizer que os FIIs (ou a maioria deles) também subiram. E o inverso é verdadeiro, se o índice caiu, quer dizer que os FIIs também caíram.

Isso, porém, não é 100% verdade. Como existem vários fundos, alguns deles podem ir em direção contrária ao índice, mas ele é, de certa forma, um bom termômetro da média do mercado.

IFIX: o índice dos Fundos Imobiliários, o que é e como investir?

Vários fundos usam o IFIX como benchmark para definir o seu aproveitamento. Ou seja, é o IFIX que é usado para comparar se o fundo está acima ou abaixo da média.

O IFIX, assim como o Ibovespa, é composto por uma carteira teórica. E é ela quem define o valor do índice. Ela é elaborada levando em conta alguns critérios como patrimônio e liquidez dos fundos negociados em bolsa

Carteira teórica

A carteira teórica nada mais é do que o conjunto de FIIs que compõem o IFIX. Cada um desses ativos tem um peso dentro do índice.

Vamos a um exemplo, se o IFIX é composto por três fundos: fundo X, fundo Y e fundo Z. O fundo X vale R$ 100, o fundo Y custa R$ 120 e o fundo Z R$ 150. E eles têm a seguinte distribuição dentro da carteira teórica:

  • Fundo X tem peso 10
  • Fundo Y tem peso 20
  • Fundo Z tem peso 30

Nesse caso o IFIX vale:

  • R$ 100 x 10 = R$ 1.000
  • R$ 120 x 20 = R$ 2.400
  • R$ 150 x 30 = R$ 4.500

Somando tudo temos um total de R$ 7.900. No caso do IFIX, não dizemos 7.900 reais e sim 7.900 pontos. Cada ponto vale R$ 1.

O que é IFIX

Agora, se após o pregão diário as cotações mudaram para R$ 105, R$ 125 e R$ 151, respectivamente, teremos:

  • R$ 105 x 10 = R$ 1.050
  • R$ 125 x 20 = R$ 2.500
  • R$ 151 x 30 = R$ 4.530

Num total de 8.080 pontos. Percebeu que o índice subiu, assim como todos os FIIs que estão na carteira teórica do índice? Mas situações diferentes podem acontecer.

Em um outro exemplo, se o pregão terminasse com as cotações R$ 95, R$ 120 e R$ 160, respectivamente, teremos:

  • R$ 95 x 10 = R$ 950
  • R$ 120 x 20 = R$ 2.400
  • R$ 160 x 30 = R$ 4.800

No final o IFIX estará nos 8.150 pontos. Perceba que o IFIX subiu como um todo, porém, apenas o fundo Z subiu. O fundo Y manteve-se estável e o fundo X caiu.

Por isso, o índice passa uma ideia geral das cotações dos FIIs, mas ele não é absoluto sempre.

O IFIX tem a carteira teórica revista frequentemente para refletir a realidade do mercado que está em constante evolução. A composição atual pode ser vista no site oficial da B3.

Critérios

Para fazer parte da carteira teórica do IFIX, os fundos devem seguir alguns critérios. São eles:

Carteira teórica
  • Estar entre os fundos que durante as últimas 3 carteiras representam 99% do somatório dos indicadores do índice de negociabilidade, em ordem decrescente
  • Ter presença em 60% dos pregões do período de vigência das 3 carteiras anteriores
  • Não ser penny stock

O primeiro critério diz que o ativo deve ser a maioria negociada na bolsa. Existe uma fórmula que calcula o índice de negociabilidade dos fundos, esse cálculo é aplicado, os fundos são ordenados e os mais negociados são selecionados. Mas existem ainda dois critérios.

No segundo critério, o fundo deve ter sido negociado (estar presente na bolsa) em pelo menos 60% dos pregões no período das últimas carteiras teóricas. Lembra que disse que a carteira é revista de tempos em tempos né? Então, são esses períodos.

Por fim, o ativo deve valer pelo menos R$ 1 (não pode ser penny stock). A maioria dos fundos (talvez todos) atendem esse critério.

A porcentagem de um FII no índice é definido usando o seu valor de mercado (usa como base o seu patrimônio e a sua liquidez). Quanto maior o seu valor de mercado, maior a sua participação no IFIX e vice-versa. Um fundo não pode ter participação superior a 20% no índice.

No fim, os critérios são bastante amplos, que tornam o IFIX num índice não muito difícil de fazer parte.

Outros índices

Apesar do IFIX ser um dos mais usados, existem outros índices para FIIs. Eles utilizam outros critérios que os seus criadores consideram mais interessantes e relevantes.

Um exemplo, é o Suno30, que é um índice criado pelo Suno Research.

Investir no IFIX

Diferente do Ibovespa, não existe um ETF que replique o IFIX. Isso acontece, em parte, porque alguns dos fundos presentes no índice não tem liquidez suficiente para criação de um ETF.

Assim, se você quiser investir no IFIX, precisaria replicar a carteira teórica do índice. Isso, porém, é bem complexo e de difícil manutenção. Além de precisar de um rebalanceamento de acordo com a atualização periódica da carteira.

Outro ponto negativo é que se você fizer um aporte ou saque precisará rebalancear toda a carteira, que é extensa. Ou seja, apesar de possível, é inviável.

Apesar de não existir uma forma direta de se expor ao IFIX, você pode criar uma carteira diversificada de FIIs que provavelmente terá um bom resultado. Fundos de investimento imobiliários são diferentes das ações e é incomum achar ativos que não seguem um padrão de bons resultados.

Investir no IFIX

Entretanto, estamos falando da renda variável, então não há garantias de nada. Apenas que esse é um padrão histórico observado.

Suno 30

Apesar de não existir uma forma de investir no IFIX, no final de 2020, a Suno criou o KISU11. Este fundo segue a cotação do índice Suno 30 e paga os dividendos do índice.

Essa é uma forma de investir em vários FIIs, diversificar seu portfólio e não precisar se preocupar com o gerenciamento disso.

Conclusão

O IFIX é o índice de Fundos de Investimentos Imobiliários que tem como objetivo calcular o desempenho médio das cotações dos fundos imobiliários negociados.

Como qualquer índice relevante ele é usado como benchmark em diversas situações e também atrai a atenção de investidores querendo investir nele. Entretanto, não existe nenhuma forma direta e prática de investir no IFIX, pelo menos por enquanto.

Você conhecia o IFIX e sabia como ele funcionava? Você também gostaria de investir diretamente nele? Deixe aí nos comentários.

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